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Pólipo Endometrial ou Pólipo Uterino: diagnóstico e métodos de tratamento

Muitas pessoas acham que os pólipos endometriais são tumores, mas não é isso. Eles são caracterizados como um “tecido uterino” projetado a partir da camada mais interna do útero (endométrio) e pode surgir em qualquer fase da vida da mulher. Normalmente, ganham mais relevância nos casos de infertilidade, sangramento menstrual aumentado e após a menopausa.




Causas

Embora não exista consenso em relação à causa dos pólipos endometriais, estudos apontam que eles estão associados à hiperplasia endometrial excessiva, inflamação, distúrbios endócrinos e fatores genéticos, afetando 25% das mulheres, prevalentemente mulheres inférteis.


Porém, é importante ressaltar que, embora no contexto da pós-menopausa a principal preocupação seja a malignização dos pólipos endometriais, ainda não é claramente estabelecido se eles realmente seriam os precursores do câncer endometrial ou se a maior incidência de neoplasia nessas pacientes pode ser atribuída aos sinais de sangramento uterino associado aos pólipos.


Conheça os sintomas

Na pós-menopausa, cerca de 70% das pacientes com pólipos endometriais são assintomáticas e só descobrem a disfunção por meio dos exames ginecológicos de rotina. Mas quando os sintomas surgem, isso também serve para as mulheres em período reprodutivo, as manifestações clínicas mais comuns causadas pelo pólipo endometrial são: sangramento uterino anormal e indícios de infertilidade.


Diagnóstico

Quando há suspeita clínica baseada nos sintomas dos pólipos endometriais, geralmente, é solicitada uma investigação mais detalhada, que deve ser feita por meio de exames de imagem como ecografia ou histeroscopia diagnóstica.

A histeroscopia diagnóstica é considerada o padrão ouro no diagnóstico de pólipos endometriais, pois quando comparada a outros métodos, possibilita a confirmação anatomopatológica das lesões identificadas visualmente, por meio de biópsia dirigida. Outro diferencial deste método é que o diagnóstico pode ser realizado mesmo que exista alguma falha na identificação da doença.


Existe tratamento?

Sim! Após o diagnóstico médico, a decisão sobre o método de tratamento mais adequado deve considerar em primeiro lugar os sintomas, o período reprodutivo da paciente e se há uso de medicamentos como reposição hormonal ou tamoxifeno.

Atualmente, o tratamento mais indicado tem sido a polipectomia uterina, que consiste na remoção ambulatorial dos pólipos endometriais. Como citado, a histeroscopia é o padrão ouro na avaliação da cavidade endometrial e no diagnóstico de lesões focais, e também é considerada a técnica mais indicada para a realização da polipectomia porque permite a remoção da lesão integralmente por meio da visualização direta.


A polipectomia possui uma resposta positiva na maioria dos casos, visto que as pacientes conseguem engravidar normalmente após o período prescrito pelo médico, que geralmente é de no mínimo três meses após o procedimento.


Embora seja menos comum, para os casos mais graves, quando a paciente está no período de menopausa ou não pretende engravidar, algumas vezes o método de tratamento indicado é a histerectomia (retirada do útero).


Ainda tem dúvidas sobre os Pólipos Endometriais? Procure ajuda de um especialista. Se gostou desse artigo, compartilhe nas suas redes sociais para que outras mulheres também possam esclarecer possíveis dúvidas sobre o tema!


Referências

Higher Prevalence of Endometrial Polyps in Infertile Patients with Endometriosis

https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/29879698

A malignização dos pólipos endometriais: verdade ou mito?

https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/158-a-malignizacao-dos-polipos-endometriais-verdade-ou-mito

Pólipos Endometriais

http://www.scielo.br/pdf/rbgo/v27n5/25646.pdf

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