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A Histeroscopia e a Infertilidade

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), cerca de 15% da população mundial em idade fértil possui algum problema relacionado à fertilidade. Em números concretos, estima-se que a infertilidade afete de 50 a 80 milhões de pessoas no mundo e, somente no Brasil estão aproximadamente oito milhões destas pessoas.



Mas, afinal, o que caracteriza a infertilidade?

Um casal considerado infértil é aquele que mantém relações sexuais sem métodos contraceptivos durante 12 meses sem engravidar. Segundo a União Europeia de Urologia, até 15% desses casais procuram tratamento para infertilidade e, deste número, apenas 5% continuam sem filhos.


O cenário positivo se dá pelos avanços da medicina reprodutiva no que diz respeito ao diagnóstico e tratamento da infertilidade, que atualmente dispõem de técnicas eficientes, responsáveis por elevar consideravelmente as chances de um casal realizar o sonho de gerar um filho.


Fatores evitáveis associados à infertilidade

A infertilidade pode ocorrer devido a fatores hormonais, anatômicos ou até mesmo estar atrelada ao estilo de vida do casal. Abaixo listamos os fatores mais conhecidos:


Sobrepeso

Mulheres com sobrepeso, por exemplo, tem sua função reprodutora diretamente afetada devido ao desequilíbrio hormonal, que muitas vezes desencadeia alguma disfunção nos ovários. Para os homens, a obesidade também impacta na quantidade e qualidade dos espermatozoides e interfere nos níveis de testosterona.


Alterações no sono

Alterações no sono, apesar de não diminuírem os níveis de testosterona, estão associadas à diminuição na quantidade de espermatozoides. Nas mulheres, dormir mal ativa os hormônios das glândulas suprarrenais, que alteram a função reprodutiva. Além disso, alterações frequentes no sono podem afetar a imunidade, causando inflamação nos tecidos e órgãos saudáveis, prejudicando assim a fertilidade.


Alcoolismo

Embora não tenham estudos conclusivos sobre a relação do alcoolismo com a infertilidade, é possível que o consumo excessivo de bebidas alcoólicas influencie na função reprodutiva tanto do homem, quanto da mulher. Desta forma, o recomendável é que durante o período pré-concepcional o consumo de álcool seja interrompido.


Tabagismo

Além de estar associado a diversas outras doenças, o Tabagismo redobra o risco de infertilidade. Nas mulheres o hábito diminui a quantidade de óvulos, podendo também causar alterações genéticas nas células.


Atividades Físicas

A prática de atividade física moderada é uma grande aliada para combater a infertilidade, pois gera efeitos benéficos para a saúde em geral. Entretanto, os exercícios físicos, quando realizados em excesso, podem prejudicar o sistema reprodutor. Nas mulheres isso acontece devido à maior demanda energética, que muitas vezes altera a função hipotalâmica, causando possíveis distúrbios menstruais.


Estresse

Embora a relação do estresse com a infertilidade masculina também não seja comprovada cientificamente, em quadros assim já foi percebida a diminuição da concentração espermática. Em relação às mulheres, o estresse excessivo pode alterar a função do hipotálamo, afetando a menstruação e a ovulação.


Histeroscopia e Infertilidade

Agora que você já sabe os fatores de risco associados aos problemas relacionados à fertilidade, falaremos de um assunto muito importante: o papel da Histeroscopia no diagnóstico e tratamento da infertilidade.


A Histeroscopia desempenha diversas funções para a manutenção da saúde feminina, dentre elas: investigação de sangramento uterino anormal, avaliação de alterações no útero relacionadas à sua forma e tamanho, e suspeita relacionada à infertilidade, que é o tema principal deste artigo.


Ou seja, a Histeroscopia é considerada um método preliminar eficiente na investigação da infertilidade conjugal, pois complementa, juntamente com a ultrassonografia transvaginal, a avaliação completa do aparelho reprodutor feminino, permitindo a visão direta e o estudo detalhado do canal cervical e de seu trajeto, além da avaliação estrutural e morfológica da cavidade uterina.


Desta forma, a técnica frequentemente é utilizada para diagnosticar e até mesmo tratar doenças que interferem na fecundação e na nidação, passo fundamental no processo de gestação, que permite o início do desenvolvimento do embrião e acontece quando o óvulo fecundado pelo espermatozoide se desloca até o útero e fixa em sua parede interna.


A Histeroscopia ainda auxilia na manutenção de uma gestação saudável, podendo elevar as taxas de sucesso da fertilização in vitro, por exemplo.


Apesar de não ser preconizada como obrigatória pela ASRM (American Society for Reproductive Medicine), a Histeroscopia pode ser realizada antes da fertilização in vitro e é mais indicada quando há suspeita de alterações uterinas detectadas após um ultrassom, que sugere algo de diferente, ou em casos de falha no tratamento.

Sempre é importante destacar que a Histeroscopia é um exame que requer cuidados específicos, desta forma, a principal recomendação médica é que seja realizado com segurança e conforto por especialistas confiáveis.


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